As eleições municipais só acontecem a 12 de Outubro mas a realidade social e política no concelho de Paços de Ferreira mudou drasticamente. Quatro candidaturas estão no ponto de partida e todas elas podem eleger vereadores, acabando com a bipolarização que aqui sempre existiu desde 1974.
A vitória é assim disputada por CHEGA, Coligação MAIS (PSD-CDS), PS e UNIDOS POR PAÇOS DE FERREIRA.
O exercício do poder nos últimos três mandatos foi marcada por uma narrativa violenta e desproporcionada criando um “novo normal” que agora se vê propício à afirmação pública de alternativas que não eram esperadas: a afirmação do CHEGA (segundo lugar nas legislativas) e rutura no intimidade do PS com o aparecimento de UNIDOS POR PAÇOS DE FERREIRA.
E se a candidatura do CHEGA se afirma pelas mesmas razões que se verificam em todo o país, a candidatura UNIDOS POR PAÇOS DE FERREIRA afirma-se pela necessidade de oferecer aos eleitores uma proposta serena e politicamente corajosa aos eleitores do município que se recusam a ser representados pelo modelo de intervenção do atual PS liderado, na concelhia, por Humberto Brito – o gestor do conflito que não aceitou dirimir o problema quando, no seio do PS local, recusou primárias entre militantes para escolher o candidato socialista à presidência do município.
A vitória do PS liderado por Humberto Brito aconteceu na escalada e procura do “voto de protesto”, usando a “água e saneamento” como motivação populista dos eleitores. Mas doze anos depois o “voto de protesto” é usado pelo CHEGA colocando o PS na barricada repetida de ainda hoje centrar a crítica no PSD na oposição. Até parece que o PS desconhece a atual situação social e política matizada com as candidaturas apresentadas.
Acontece também que o PS se apresenta aos eleitores com um balanço desenhado num céu muito negro – atentados à liberdade dos cidadãos e imprensa, promessas irrealistas que acabou por abandonar e anúncio de obras que nunca saíram do papel ou dos post de facebook. Mais de seiscentos milhões depois – se tivermos em conta apenas os orçamentos aprovados em AM, sem fundos comunitários – não se vê obra inaugurada, estrada criada, infratestruturas criadas no sentido de garantir o progresso do concelho.
Mas não faltam nem faltaram promessas ideológicas no sentido de garantir a “fidelidade do voto” e agora se ocuparem na gestão dos mesmos com pesca à linha de “verificação” do número das tropas (ainda) disponíveis.
Esta gestão é um maná para a nova oposição agora com três frentes.
- O CHEGA com o protesto de “Cãmara para os amigos”
- o UNIDOS POR PAÇOS DE FERREIRA com a “seriedade, competência e rigor” – que mais não é que uma acusação que atinge o coração do PS na medida em que explica que estamos a sair de uma situação política insustentável num país democrático
- a Coligação MAIS PSD-CDS numa alternativa credível depois de passar 12 anos na Assembleia Municipal a ser desconsiderada pelo poder e nunca respeitada como “alternativa democrática” apresenta-se com um passado de “obra feita” que os socialistas não conseguiram igualar em nenhuma área essencial do município. Esta é uma vantagem crucial nestas eleições.
A frente do Poder
O PS – ou o que resta dele – “fidelizou” votos numa gestão eleitoralista visível (por exemplo) na duplicação de funcionários da autarquia e acredita que este é o melhor modelo a seguir acrescido das “festas e festinhas” onde gastou milhões ao mesmo tempo desistindo de obras anunciadas com pompa e circunstância:
- Resgate das águas, afinal com prolongamento de mais 15 anos de gestão privada;
- o comboio com estações em Freamunde e Paços de Ferreira
- adesão à area metropolitana do Porto
- 120 novas habitações sociais com rendas acessíveis
- escola profissionale centro tecnológico do mobiliário
- Nova interface urbana
- pontos de carregamento de veículos elétricos em todo o município
- prova rally no Pilar com Santo Tirso
- Casa das Artes como centro cultural do concelho
- um concelho cosmopolita
- implementação da rede 5G
- reforçar o papel das empresas e a universidade
- requalificar as margens dos nossos rios
- uma assembleia municipal íntegra e dinâmica
- construção do posto da GNR em Freamunde
- requalificação do posto da GNR de Paços de Ferreira
- piscinas municipais ao ar livre em Freamunde

O legado de Humberto Brito
1 – No início do primeiro mandato, alguém acreditaria que este “socialista” ao fim de 12 anos de poder não tivesse colocado um tijolo em obra para construir casas para pobres ou mais desfavorecidos através da construção de apartamentos sociais ou de custos controlados? Foi o que aconteceu!
2 – O preço das casas e apartamentos subiu exponencialmente e, no caso da cidade de Paços de Ferreira, mais que triplicou! Uma maná para empreiteiros – não sabemos se isto será uma clientela – e alojamento para ricos que disputam nas novas torres pacenses os sinais de conquista social enquanto os pobres procuram casa e não encontram. Rica herança!sobretudo para um partido que faz campanha a dizer “os pobres votam PS”…
3 – Ao iniciar a sua carreira política com o “protesto da água” HB ficou refém das suas palavras e narrativa dado que só o protesto garantia a sua afirmação. E para prejuízo do ambiente democrático não conseguiu sair dele quando chegou ao poder; antes pelo contrário, afinou os seus ódios de estimação e colocou a democracia em águas de bacalhau. Deste ambiente saiu a candidatura Unidos Por Paços de Ferreira. Deu cabo do PS em Paços de Ferreira.
Democracia volta a respirar
Na noite de 12 de Outubro a democracia voltará a respirar e a Assembleia Municipal voltará a ser local de encontro e discussão civilizada com a novidade de acolher eleitos municipais da coligação MAIS (PSD – CDS), Unidos Por Paços de Ferreira, CHEGA e PS.
É esta mudança que está a acontecer em Paços de Ferreira.





