As eleições autárquicas de 12 de Outubro foram marcadas pela falta de comparência do CHEGA na campanha, tendo-se limitado o candidato Rui Sousa a participar nos debates promovidos pela Comunicação Social.
Ao contrário do que aconteceu nos outros concelhos do país, em Paços de Ferreira, o partido adoptou uma linguagem que mais parecia tirada de uma ladainha de beatas devotas de santo desconhecido.
Não se conheceu se o partido tinha adversários partidários, nesta campanha, como também não se registou nenhuma mensagem evidente, muito menos uma posição de protesto político sobre a situação política concelhia.
Esta originalidade pacense precisa de ser esclarecida pois é necessário conhecer a razão da “falta de comparência” do CHEGA na campanha, sobretudo num momento em que publicamos que a tendência era a de ficar em terceiro lugar nas eleições para a Câmara Municipal.
O que terá levado pois o “partido das causas” e o “partido do protesto” a ficar em silêncio? Se era para fazer figura de “morto” por que razão concorreram? Inércia apenas do bom resultado que tiveram nas legislativas de Maio? Ou cedência à luta para desistirem da vitória em Paços de Ferreira para as autárquicas?






