Os Capões de Freamunde que fugiram da capoeira do Associação de Criadores e de um particular são procurados pela GNR e curiosidade da comunidade local que reagiu indignada com o sucedido.
Numa notícia editada pela Junta de Freguesia ficou registado que a mesma Junta “manifesta a sua profunda tristeza e indignação perante o furto ocorrido na madrugada desta quinta-feira, na sede da Associação de Criadores de Capão de Freamunde, que resultou no roubo de 220 capões, causando um prejuízo estimado em 20 mil euros”.
A indignação da comunidade começou pela incredulidade (como foi isto acontecer?), e hoje mantém-se pela teórica impossibilidade de tal ter acontecido (mas quem quer prejudicar Freamunde?).
De fato o roubo relatado precisa de ser esclarecido pela GNR que tomou conta da ocorrência, pelo menos até dia 13 de dezembro, altura da Feira dos Capões e de Santa Luzia. Até porque não faltarão olhos atentos para saber que capões serão expostos e quantos capões serão servidos à mesa nos restaurantes da semana gastronómica.
Acontece também que o desaparecimento dos capões se verificou no dia imediatamente a seguir a uma inspeção feita aos serviços tendo em vista a continuidade do processo de certificação e abate dos capões naquele local.
Tememos, infelizmente, que esta investigação fique em “caldo de frango” pela frieza das coisas:
- o desaparecimento ainda não tem explicação credível, apesar de muitas serem as opiniões
- apenas um particular é lesado
- o valor material atinge os 20.000 euros – valor elevado para o criador mas considerado pequeno para a despesa que as Autoridades teriam de suportar para definir o que aconteceu.
É provável, portanto, que a Feira dos Capões sofra na sua dimensão no dia de Santa Luzia mas o evento não está em causa. É fundamental saber que sob a égide da Associação de Criadores de Capão de Freamunde são certificados por ano mais de mil capões.
Este trabalho de certificação do produto e do processo de criação até ao abate é essencial para a credibilidade da Marca “Capão de Freamunde” na medida em que garante ao consumidor final o consumo seguro de uma iguaria única em Portugal.
Embora com pouca esperança no arrependimento de motivações alheias ao bem comum aqui reproduzimos o apelo da Associação






