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Home Actual

Olha o Eça a fazer anos!

por Redacção
28 de Novembro, 2025
em Actual, Excitações
Tempo Leitura:3 minutos a ler
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Olha o Eça a fazer anos!
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O Escritor português, José Maria Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

É considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária “Eu sou apenas um pobre homem da Póvoa de Varzim” – declara Eça de Queiroz em carta a Pinheiro Chagas, datada de 14/12/1880.

José Maria Eça de Queirós (1845–1900) foi um dos maiores romancistas portugueses, pioneiro do Realismo e Naturalismo em Portugal, e autor de obras como O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e Os Maias.

  • Morte: 16 de agosto de 1900, em Neuilly-sur-Seine, França
  • Filho de José Maria Teixeira de Queirós e Carolina Augusta Pereira de Eça
  • Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde integrou a célebre Geração de 70, ao lado de Antero de Quental e Teófilo Braga
  • Considerado o primeiro grande romancista realista português, renovou profundamente a prosa nacional
  • O Crime do Padre Amaro (1875) – marco inicial do Realismo em Portugal
  • O Primo Basílio (1878) – crítica à burguesia lisboeta
  • O Mandarim (1880) – sátira moral e filosófica
  • A Relíquia (1887) – ironia sobre religiosidade e hipocrisia
  • Os Maias (1888) – considerado o seu magnum opus, retrato da decadência da sociedade portuguesa

Eça de Queirós o diplomata e jornalista

  • Atuou como diplomata em Havana, Bristol, Newcastle e Paris
  • Fundou o jornal O Distrito de Évora em 1866
  • Colaborou com Ramalho Ortigão em As Farpas e O Mistério da Estrada de Sintra, textos de crítica social e política
  • Mestre da ironia demolidora, expôs contradições da sociedade portuguesa do século XIX
  • Sua escrita combina crítica social, análise psicológica e observação realista, aproximando-o de autores como Flaubert e Zola.
  • Foi o único romancista português com fama internacional na sua época

Eça de Queirós não apenas retratou a sociedade, mas também a desafiou, tornando-se um dos grandes cronistas da identidade portuguesa. A sua obra continua a ser estudada e admirada como espelho das tensões entre tradição e modernidade.

Tags: baiãoeça de queiróspóvoa de varzim
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