O Escritor português, José Maria Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.
É considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária “Eu sou apenas um pobre homem da Póvoa de Varzim” – declara Eça de Queiroz em carta a Pinheiro Chagas, datada de 14/12/1880.
José Maria Eça de Queirós (1845–1900) foi um dos maiores romancistas portugueses, pioneiro do Realismo e Naturalismo em Portugal, e autor de obras como O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e Os Maias.
- Morte: 16 de agosto de 1900, em Neuilly-sur-Seine, França
- Filho de José Maria Teixeira de Queirós e Carolina Augusta Pereira de Eça
- Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde integrou a célebre Geração de 70, ao lado de Antero de Quental e Teófilo Braga
- Considerado o primeiro grande romancista realista português, renovou profundamente a prosa nacional
- O Crime do Padre Amaro (1875) – marco inicial do Realismo em Portugal
- O Primo Basílio (1878) – crítica à burguesia lisboeta
- O Mandarim (1880) – sátira moral e filosófica
- A Relíquia (1887) – ironia sobre religiosidade e hipocrisia
- Os Maias (1888) – considerado o seu magnum opus, retrato da decadência da sociedade portuguesa
Eça de Queirós o diplomata e jornalista
- Atuou como diplomata em Havana, Bristol, Newcastle e Paris
- Fundou o jornal O Distrito de Évora em 1866
- Colaborou com Ramalho Ortigão em As Farpas e O Mistério da Estrada de Sintra, textos de crítica social e política
- Mestre da ironia demolidora, expôs contradições da sociedade portuguesa do século XIX
- Sua escrita combina crítica social, análise psicológica e observação realista, aproximando-o de autores como Flaubert e Zola.
- Foi o único romancista português com fama internacional na sua época
Eça de Queirós não apenas retratou a sociedade, mas também a desafiou, tornando-se um dos grandes cronistas da identidade portuguesa. A sua obra continua a ser estudada e admirada como espelho das tensões entre tradição e modernidade.





