PSD vota Contra e Presidentes de Junta do PSD exigem aproximação e respeito para viabilizar futuros orçamentos
O PSD votou contra o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026 apresentados pelo Executivo Municipal de Paços de Ferreira, por considerar que o documento não apresenta as reformas estruturais necessárias nem traduz uma visão estratégica consistente para o futuro do concelho.
Para os social-democratas, o orçamento aprovado representa a continuidade de um modelo de governação excessivamente centralizado, onde cresce a estrutura interna da Câmara Municipal, mas não se promove de forma clara o crescimento sustentado de Paços de Ferreira.
Entre as principais divergências apontadas pelo PSD destacam-se:
- A ausência de uma verdadeira descentralização para as Juntas de Freguesia, que continuam sem participação estruturada na definição estratégica das prioridades territoriais;
- A não inclusão de propostas concretas apresentadas pelo PSD, como a criação de uma linha específica de apoio ao alargamento e requalificação de cemitérios, uma necessidade real em várias freguesias;
- A inexistência de uma estratégia económica integrada, com planeamento de novas zonas empresariais e medidas consistentes de captação e fixação de investimento;
- O atraso no Plano Diretor Municipal (PDM), que continua a condicionar decisões e oportunidades de desenvolvimento;
- O crescimento da estrutura administrativa e da despesa corrente, reduzindo a margem de manobra futura para investimento estratégico.
O PSD defende um modelo alternativo: uma Câmara Municipal que coordena e potencia em vez de concentrar, que descentraliza competências para as freguesias, que reforça parcerias com as IPSS e associações locais e que assume uma política económica ambiciosa, planeada e orientada para a criação de emprego e fixação de jovens.
Declaração de voto dos Presidentes de Junta do PSD
Os Presidentes de Junta eleitos pelo PSD votaram favoravelmente o orçamento, num gesto de responsabilidade institucional, garantindo que os projetos em execução, em particular os financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), não sejam comprometidos e que a população não seja penalizada.
Os autarcas social-democratas sublinham, contudo, que esta viabilização não significa concordância política com o documento apresentado. Na sua declaração de voto, exigem uma maior aproximação, diálogo efetivo e envolvimento estruturado das Juntas de Freguesia nas futuras discussões orçamentais.
Esta posição foi definida de forma concertada entre a Comissão Política Concelhia do PSD e os Presidentes de Junta eleitos pelo partido, distinguindo de forma clara a avaliação política do documento da responsabilidade institucional associada à execução dos investimentos em curso.
O PSD reafirma, assim, uma posição coerente: oposição clara ao modelo político apresentado pelo Executivo Municipal, mas sentido de responsabilidade institucional quando estão em causa investimentos e compromissos que afetam diretamente a população.
Texto de PSD Paços de Ferreira
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