“A situação exige clareza”
O PS de Paços de Ferreira através do seu Secretariado emitiu um comunicado após ser conhecida publicamente a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que condena o município a pagar cerca de dez milhões de euros, em consequência da liquidação da empresa PFR e consequente incumprimento perante a Caixa Geral de Depósitos. A decisão de liquidar a empresa foi do executivo liderado por Humberto Brito alegando-se nessa altura as razões que levaram a Câmara Municipal a seguir esse caminho de “rompimento dos contratos” entendido como melhor caminho a seguir ou opção menos má a tomar na altura.
Conheça o comunicado do “secretariado” do PS de Paços de Ferreira:
O Secretariado do Partido Socialista de Paços de Ferreira vem a público, com a clareza, a responsabilidade e a determinação que a situação exige, pronunciar-se sobre o processo relativo à PFR Invest e ao pagamento de 5.396.030,13 euros acrescidos de juros, procurando repor a verdade dos factos e identificar, sem margem para dúvidas, os responsáveis pelo estado a que o concelho chegou.
I. A HERANÇA DO PSD: UMA CÂMARA FALIDA E UMA EMPRESA DESTRUÍDA
Importa começar pelo princípio, para que não restem dúvidas sobre quem nos conduziu a este cenário.
O PSD deixou a Câmara Municipal de Paços de Ferreira falida. A autarquia em outubro de 2013, quando o PS iniciou funções governativas, não tinha dinheiro sequer para pagar as contas da luz, tendo recebido avisos formais de corte de energia. Este é um facto documentado, público e incontornável.
O PSD deixou a PFR Invest falida. A mesma governação que esvaziou os cofres da Câmara foi responsável pela gestão ruinosa da empresa municipal, criando um passivo que hoje recai sobre todos os pacenses.
O PSD governou com opacidade e irresponsabilidade. Enquanto faltava dinheiro para o funcionamento básico da autarquia, sobrava criatividade financeira para comprar terrenos no meio do nada que agora nos saem do bolso.
Esta é a verdade nua e crua: o PSD é o único e exclusivo responsável pela origem deste processo, pelas suas consequências e pelo aperto financeiro que hoje exige soluções difíceis, mas necessárias.
II. O TRABALHO DO PS: RESOLVER O QUE O PSD DESTRUIU
Perante a herança deixada pelo PSD, o atual Executivo Municipal, liderado pelo Presidente Paulo Ferreira, fez aquilo que a responsabilidade pública exige:
Assumiu o problema, por não se demitir das suas obrigações.
Iniciou negociações com a Caixa Geral de Depósitos para encontrar a melhor solução para o concelho e para os munícipes.
Age com transparência e em defesa do interesse público, ao contrário daqueles que sempre esconderam a realidade.
Enquanto estas negociações estão em curso, seria irresponsável qualquer posição definitiva que pudesse prejudicar o interesse de Paços de Ferreira. Por isso, o Partido Socialista reserva-se no direito de, findo o processo negocial, se pronunciar de forma detalhada. Mas não se reserva no direito de, desde já, apontar o dedo a quem verdadeiramente nos trouxe até aqui.
III. A CEGUEIRA SELETIVA E A CONVENIÊNCIA DO ESQUECIMENTO
Os factos que agora chocam a opinião pública não eram segredo para ninguém, muito menos para o PSD.
Os relatórios do executivo, com todos os dados sobre a situação financeira da Câmara e da PFR Invest, foram apresentados formalmente na Assembleia Municipal e debatidos com os deputados do PSD.
Os vereadores do PSD no executivo tinham acesso permanente à informação e à real situação do concelho.
Se não leram, foi por negligência. Se leram e nada disseram, foi por cumplicidade. Se agora fingem que descobrem o problema, é por cinismo político.
Lamentamos que aqueles que tinham o dever de fiscalizar tenham optado pelo silêncio cúmplice, pela ignorância conveniente ou pela leitura seletiva dos documentos. A ignorância nunca foi desculpa para a difamação, e não será agora.
Quanto aos senhores juízes que, por ação ou omissão, olvidaram factos essenciais que constam dos documentos oficiais, a história e a verdade farão o seu julgamento. O que importa reter é que a informação existia, estava acessível e foi deliberadamente ignorada por quem não queria ver. Os senhores juizes não explicam como é que uma câmara falida punha dinheiro numa empresa falida??!!! Dinheiro de quem e vindo de onde??? “Das heranças de umas tias”…
IV. CONFIANÇA EM PAULO FERREIRA E NA JUSTIÇA
O Partido Socialista de Paços de Ferreira expressa a sua total, absoluta e inabalável confiança no Presidente Paulo Ferreira.
Confiamos na sua seriedade, na sua competência e na sua dedicação à causa pública.
Confiamos que a sua conduta será sempre pautada pela defesa intransigente dos legítimos interesses dos cidadãos e do bem comum.
Confiamos que, no final deste processo, será feita justiça: justiça com aqueles que, por ação direta, por omissão deliberada ou por incompetência instalada, conduziram Paços de Ferreira a este cenário de dificuldades.
V. CONTRA A DESINFORMAÇÃO E A HIPOCRISIA DO PSD
O Partido Socialista não se quedará perante a campanha de desinformação, as notícias enganosas e as tentativas de instrumentalização política promovidas pelo PSD.
Seremos firmes na defesa da verdade.
Seremos intransigentes no combate à mentira.
Seremos duros contra aqueles que, tendo criado o problema, agora fingem que o descobrem para ganhar votos à custa da desgraça alheia.
O PSD não é vítima. O PSD é o culpado. E não permitiremos que a história seja reescrita para servir os interesses de quem sempre governou para si próprio e nunca para o povo.
EM SÍNTESE:
O PSD deixou a Câmara sem dinheiro para a luz e a PFR Invest falida.
O PSD tinha a informação, não a leu ou fingiu não ver, e agora tenta enganar os pacenses.
O PS está a resolver, com responsabilidade e em negociação, o que o PSD destruiu.
Confiamos em Paulo Ferreira e na justiça.
Não deixaremos passar uma única mentira.
Paços de Ferreira merece verdade, merece transparência e merece governantes que cuidem do interesse público. O PS está desse lado. O PSD está do lado do passado, da ruína e da desfaçatez.
Paços de Ferreira, 4 de março de 2026.
O Secretariado do Partido Socialista de Paços de Ferreira
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NB PACOSLOOK existe desde 2021 e não tem informações sobre o processo PFR INVEST. Vamos trabalhar o assunto para esclarecer uma dúvida que até agora ainda não apareceu nos comunicados do PS e do PSD e que é a seguinte: No momento da decisão da liquidação da empresa PFR INVEST qual o valor da dívida atribuída à empresa e à Câmara e quais os ativos da empresa que garantiram o endividamento contraído?





