A inauguração de Chairs (2026), da arquiteta Cristina Rodrigues, devolve à capital do móvel uma imagem que é memória, identidade e futuro. A obra recria a cadeira — símbolo fundador do marketing local — e inscreve nela figuras vermelhas que contrastam com o céu azul, afirmando uma estética urbana que reclama espaço, sentido e presença. Num país onde, como lembra José Gil, a inscrição é rara, Paços de Ferreira arrisca marcar posição: acrescenta arte pública, renova a sua narrativa e reforça uma tradição que vem do jardim romântico do século XIX e da obra de José Rodrigues na rotunda. Aqui, a arte urbana não é ornamento; é declaração coletiva.
Para um experiência completa e de contraste de cores visite esta obra no início da noite. Não vai ficar indiferente e é essa a função da arte urbana – convidar quem passa a dar a sua opinião numa rapsódia de percepções que vai alimentar a discussão pública. Afinal no cumprimento do objetivo da arte como provocação e inspiração.





