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A emoção política

por Redacção
23 de Fevereiro, 2024
em Actual
Tempo Leitura:4 minutos a ler
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A emoção política
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As fotografias falam, como a que abre este texto que nos recorda o entusiasmo da pertença de Avelino Ribeiro – socialista de Freamunde – e que hoje se despediu de nós. O senhor Avelino como muitos outros seus contemporâneos experimentaram a vida e preto e branco e aderiram aos partidos depois do 25 de Abril numa experiência que não se repete e por isso merece ser lembrada aos mais novos.

No PS como no PSD, no PCP e noutros, sobretudo entre Abril de 1974 e nos anos seguintes, milhares de democratas acreditaram que a democracia valia a pena e por isso lutaram por ela. E por isso quando expressavam a sua pertença, isso era visível nos seus olhos e entusiasmo.

Partilhamos com os nossos leitores, um texto de António Campos, fundador do PS. Vale a pena ler e talvez guardar para perceber por que razão hoje o sentido da pertença aos partidos mudou drasticamente de conteúdo e de motivação.

Somos um País historicamente sem qualquer cultura democrática.

Mário Soares sabia-o e conhecia a nossa longa história antidemocrática como ninguém.

A sua principal preocupação política era como consolidar a Democracia, num País sem cultura democrática.

No dia 28 de Abril de 1974, após a sua chegada do exílio com Tito de Morais e Ramos da Costa na reunião em casa de Salgado Zenha, a principal discussão política era como se iam conseguir eleições livres e democráticas.

O primeiro líder político estrangeiro a visitar Portugal, após o 25 de Abril, foi o seu amigo Miterrand.

A visita começou por Coimbra e no almoço nos jardins da manga assisti a uma discussão, em que o Miterrand dizia para o Mário Soares que se fosse eleito Presidente da República em França faria uma aliança com o Partido Comunista para o obrigar a deixar de ser um partido de protesto e Mário Soares dizia-lhe que em Portugal tinha de fazer o contrário, porque precisava de um Partido Comunista forte de protesto e nas ruas para ajudarem a direita a democratizar-se.

O Álvaro Cunhal considerou sempre como o seu principal adversário político o Partido Socialista e Mário Soares.

Quando em 25 de Novembro de 1975 o Álvaro Cunhal foi derrotado, eu estava no COPCON e quando o Otelo o abandonou e o Vasco Lourenço tomou o comando definitivo da região militar de Lisboa e fui ter com Mário Soares – a sua principal preocupação política foi telefonar ao Melo Antunes, o ideólogo político dos militares do grupo dos nove para defenderem o PCP de qualquer represália.

Recordo quando o Mário Soares me disse vamos fazer um governo de coligação com o CDS e formar o segundo governo constitucional e segurar ali a direita mais radical e eu a protestar de como ia convencer os militantes, dado que era o responsável pela organização a nível nacional do PS.

Ao protesto ele respondeu-me que me ia dar uma ajudinha.

Diz-me, convocamos aqui para a rua da Emenda, sede nessa altura do PS, os dirigentes do GIS e do MES e informo-os de que precisamos um guarde chuva político à esquerda e ou se inscrevem agora no PS ou enquanto eu poder nunca cá entrarão.

Reunião convocada com Jorge Sampaio, Galvão Teles, Brederode Santos etc. e ultimato de Mário Soares: têm 15 dias para se inscreverem como militantes do PS, porque preciso de um guarda chuva político à esquerda, pois vou formar um governo com o CDS.

Eles inscreveram-se no PS e formou-se o segundo governo constitucional, que criou a maior reforma social da Democracia, o Serviço Nacional de Saúde, estabilizou-se politicamente o Alentejo com a anarquia da reforma agrária e o Freitas do Amaral, Adriano Moreira etc deixaram-nos infelizmente como bons democratas.

Hoje quando comemoramos os 50 anos de Liberdade, que tanto nos custou a conquistar, o PCP e o CDS desapareceram politicamente e nasce um partido político de protesto da extrema-direita, contra a Constituição e a Democracia. e já largamente infiltrado nas instituições democráticas que tanto nos custaram a conquistar.

É só para conhecerem a história de quem teve o privilégio único, discutir fundação, organização, Liberdade, Solidariedade e consolidação da Democracia com Mário Soares e milhares e milhares de militantes do Partido Socialista para podermos ainda hoje comemorar os 50 anos de Liberdade e Democracia.

António Campos, fundador do PS

NB: Fotos de Avelino Ribeiro recolhidas em imagens do facebook


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