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Deixem-me falar da Liberdade

por Redacção
26 de Abril, 2023
em Opinião
Tempo Leitura:3 minutos a ler
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Por José Valentim Teixeira de Sousa

 Esta é a madrugada que eu esperava: 

 O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen,

O Nome das Coisas, 1974

……………………………………………………………………………….

É a liberdade que, neste dia, se celebra que, justamente, permite que, no correr do tempo, se inscrevam todas as vozes, todas as visões, todos os projetos e ideias que possamos ter para a comunidade que, como um todo, integramos.

O tempo sem liberdade, como o foi num passado, não tão distante assim, é o ver um país, um concelho e as vidas de todos nós, pelos olhos de um só, pelo crivo de um só, pela vontade e pelo poder de um só.

A liberdade devolveu, pois, a voz a quem ela, na verdade, sempre pertenceu – ao povo que, todos, sem exceção, aqui presentes, tivemos ou temos a honra, o privilégio e o dever de servir.

Foi e é, assim, em seu nome, foi e é em prol dos seus sonhos e do seu futuro que fomos e somos, todos e cada um, convocados a servir.

Futuro como campo de todas as possibilidades

É isso que a liberdade faz, é isso que a liberdade permite – que o futuro se amplie como o campo de todas as possibilidades, de todas as ambições, de todas as realizações e, claro está, da justa e necessária análise do que tenha sido o caminho trilhado até aqui.

A liberdade não dispensa, pois, a justiça como sua companheira, na hora da análise que todos teremos, eventualmente, que fazer daquilo de que fomos, ou não, capazes no passado, daquilo de que somos, ou não, capazes, agora, dia após dia, e, finalmente, daquilo que o povo, em nome do qual falamos, poderá esperar do nosso empenho para com o fazer do futuro uma casa onde pertençam todos, onde todos se sintam acolhidos, apoiados, representados e respeitados.

Liberdade e tempo vão de mãos dadas. O sermos livres pode, pois, fazer o futuro acontecer mais cedo.

O que a liberdade não é, se me permitem, é mera semântica, ou uma palavra enunciada sem mais.

A liberdade que, hoje, se celebra, terá que ser o ar de todos os dias, o chão de todos os cidadãos e o horizonte de qualquer comunidade.

A liberdade é, pois, mais ação do que palavra, mais serviço do que celebração, mais ambição do que conformismo, mais coragem do que medo.

Viver em liberdade é, também, ter presente que o passado se pode repetir.

Somos, por isso, todos, nesta hora, vigilantes e guardiães da dádiva que o 25 de abril de 1974 nos legou. Seremos nós os garantes de que ela continuará nas vidas dos que vierem depois de nós.

Deixo, também, uma palavra de homenagem aos eleitos hoje aqui entre nós e àqueles que já não estejam entre nós.  Não obstante, esta homenagem só faz sentido se for pura como a liberdade, e verdadeira como a justiça!

A memória não os apagará, o tempo fará, sim, com que, em cada dia, nos lembremos de lhes agradecer.

A liberdade é, pois, honrar os nossos idosos, protegendo-os e amparando-os; a liberdade é dizer aos nossos jovens que serão deles os frutos do que, em cada dia, escolhermos semear.

Liberdade como arte de semear

Ser livre é escolher semear o que justamente preserve a liberdade do outro – semear o debate e não a discórdia, semear a partilha, no lugar da exclusão, semear o respeito e não a vénia, semear a admiração e não o medo.

O poder que tivemos e temos foi e é, sempre, pertença daqueles que representamos. É, por isso, nossa missão não esquecer que a liberdade é uma estrada inacabada.

Chegaremos, então, todos mais cedo ao futuro, quanto melhores obreiros formos, dia após dia, da realização que somente a liberdade permite e promete.

Nas palavras de Sophia, que todos os dias sejam “dias iniciais inteiros e limpos/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo.”

A todos, um muito obrigado;  A todos, obrigado pelo vosso serviço;  A todos, obrigado pela vosso compromisso e sentido de missão;  A todos, o obrigado pela liberdade que fizeram semear

O futuro deste Concelho, nos seus vindouros, colherá os seus frutos. Abril, Sempre! Viva Paços de Ferreira! Viva Portugal!


(*) Discurso de 25 de Abril, na Assembleia Municipal de Paços de Ferreira.

(Título e subtítulos da nossa Redacção)

…………

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